Feliz Dia das Mães!

Hoje, dia 13 de maio e segundo domingo do mês, comemoramos o dia das mães. O Sensibiliza UFF deseja a todas essas guerreiras do dia a dia, uma celebração com muito amor e harmonia.

Colhemos o depoimento de duas mães – Juliana Oliveira, pessoa com deficiência física, e Garrolici Alvarenga, mãe de um rapaz cego.

“Sou Juliana Oliveira, comunicadora graduada pela UFF, doutoranda na UFRJ, servidora no Inmetro, apresentadora do Programa Especial, cadeirante há 20 anos, e, ufa!, mãe! Às vésperas de completar 43, cá estou, refletindo mais uma vez sobre maternidade. É certamente o melhor de mim, o que me completa e fecha a tampa desse fervoroso caldeirão que é a vida. Tive medo de ser mãe, muito em função da minha condição física. Mas tive a sorte de escolher o pai-par perfeito e, entre erros e acertos, “dores e delícias”, sinto que estou cumprindo bem minha função. Isa e Lis são duas de mim. Sendo meninas, inevitável não me ver ali, me identificar, me criticar, me orgulhar muito delas. E, ao mesmo tempo, de mim mesma.”
Depoimento de Juliana Oliveira, graduada em Comunicação pela UFF, cadeirante há 20 anos e mãe de duas meninas.

“Ser Mãe!
Ser Mãe é “padecer no paraíso “, segundo dito popular. Eu sou mãe, mãezona, manhã na, Mamy, mãezinha, MÃE, depende do momento.
Sou mãe de três homens hoje. Há algum tempo atrás, eu me via como mãe poderosa, depois mãe cuidadosa, mãe chata, mãe brava, dominadora e também a mãe carente.
Na verdade, eu sei que sou mãe com muita satisfação, e muito feliz de ter tido a benção de ser mãe especial. Pois, todas as mães são especiais, mas eu sou muito, eu tenho o único sentido de que ser mãe é estar em constante construção. Construir novas inquietudes, mesmo depois dos filhos se tornarem adultos. Lembro-me que, quando bebês, eu os queria logo, logo crescidos. Depois, garotos, gostaria deles independentes, mas só em algumas tarefas, pois ir a escola sozinho, nem pensar. Quando adolescentes, meu Deus que fase! Logo, logo cresceram, caramba, dois deles, namoraram, casaram, tornaram-se pais.
Mas como sou especial, um ainda é MEU, meu no sentido de não ter vivenciado, ainda as mesmas experiências descritas acima com os dois mais velhos.
Afinal, este cresceu em tempo diferenciado, quando bebê, eu queria simplesmente que ele me olhasse, depois garotos, eu continuava a buscar uma forma dele me ver. Quando adolescente, gostaria de ter ele me olhando. Tive que investir mais nesse meu caçula, não me deu nenhuma problema na adolescência, mas eu gostaria que ele me olhasse.
Ainda não namorou e nem se casou ainda, seus amigos são adultos de variadas idades, a maioria desses amigos, também são cegos como ele.
Sou mãe do Rafa, um jovem muito especial e assim continuarei a ser mãe, só mãe.
Ser Mãe é na verdade viver no paraíso das sensações mais ricas que a vida nos proporciona.
Ser Mãe é escolher ser mãe.
Garrolici Alvarenga”
Depoimento de Garrolici Alvarenga, Mestre em Diversidade e Inclusão pelo CMPDI-UFF e mãe de três homens.

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Garrolici com os filhos
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