I Encontro de Colaboradores do Spread The Sign Meeting – Niterói / 2016 se realizará na próxima quinta-feira dia 8 de Outubro, às 16h.

Você é convidado número 1 do I Encontro de Colaboradores do Spread The Sign Meeting – Niterói / 2016 que se realizará na próxima quinta-feira dia 8 de Outubro, às 16h. 12144907_1628452184109172_5644053587961304835_n

Plataforma na web Spread The Sign oferece consulta gratuita, agora com Libras

NITERÓI — No Brasil, a mão se fecha enquanto é levada ao peito. Na Índia, assim como nos Estados Unidos, os pulsos se cruzam no tórax. Gestos diferentes para representar o sentimento amor. A linguagem de sinais varia de país para país, e, para conhecer essas diferenças, existem projetos como o Spread The Sign, dicionário internacional de linguagem de sinais, criado na Suécia em 2006, que agora conta com participação brasileira.

Coordenado por Ruth Mariani, doutora em Ciências e Biotecnologia pela UFF, e por Helena Carla Castro, professora do Instituto de Biologia da mesma universidade, jovens desenvolvem há um ano gravações em vídeo do sinal de determinada palavra em Libras. O material é então editado, ganha descrição, e passa a fazer parte do dicionário on-line. A ação é repetida por equipes dos demais países que fazem parte da plataforma, o que leva à criação de um banco de informações gratuito.

A ideia de participar dessa empreitada veio de Ruth. Professora do Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (Iepic), escola inclusiva que conta com cerca de 45 alunos surdos, ela resolveu pesquisar o assunto em doutorado depois de ver interesse nos estudantes e perceber a falta de catalogação de novos sinais.

— Hoje há dicionário de ensino fundamental, médio, mas e para o surdo? No caso dos dicionários impressos, não há o movimento, uma das prerrogativas da linguagem. Já no on-line, há o Acessa Brasil, mas ele só tem 5.863 verbetes, o que equivale a uma criança de 6 anos falando. O surdo tem um quantitativo muito maior — explica Ruth.

Para mudar esse quadro, ela e Helena encontraram a plataforma sueca, pediram a inclusão do país no dicionário, e mobilizaram grupos de alunos surdos e ouvintes do Iepic e da UFF. Alessandra da Silva, de 25 anos, tem deficiência auditiva e faz parte desse time. Para ela, os benefícios do dicionário são muitos:

— Os outros países podem conhecer a língua de sinais brasileira. E os surdos muitas vezes enfrentam a dificuldade da falta de comunicação com um ouvinte. É importante poder treinar essa língua com um dicionário.

Quem traduz o que ela diz por meio de gestos é Juliete Viana. A intérprete de Libras, de 18 anos, estudou com Alessandra no Iepic e aprendeu sem cursos a linguagem de sinais.

— Com essa inclusão, você aprende a lidar com o outro ser humano. O surdo às vezes é um turista no seu próprio país — comenta a intérprete.

PUBLICIDADE

A professora Helena lembra ainda das Olimpíadas:

— Há uma demanda por intérpretes para o evento, mas estamos preparados para isso?

Saiba mais sobre o dicionário no site do Spread The Sign

*Com supervisão de Milton Calmon Filho

Fonte: O Globo

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s